Samuel Rosa de Alvarenga nasceu em
Belo Horizonte, no dia
15 de julho de 1966, filho de uma dona de casa e de um
psicólogo de
Itabira, interior de
Minas. Seu pai, sempre teve bom gosto para música, tinha até pudores demais, se por um lado ele não gostava de
Jovem Guarda, por outro, Samuel deve muito a ele, por tudo o que escutou em casa, como
Beatles,
Clube da Esquina,
Tropicália,
Chico Buarque, mas demorou para abrir o seu leque musical. Foi difícil assumir que gostava de
Roberto e
Erasmo, que são influências fortes do
Skank, e na sua casa, só tocavam no rádio da cozinha. Sua vontade de trabalhar com música veio na
adolescência lá pelos 14, 15 anos, em uma fase em que estava muito angustiado. A
música praticamente salvou sua vida, e o ajudava a manter um nível razoável de
auto-estima. Sempre foi um menino quieto, que demorou a crescer e não era bonito. Por tocar, ganhou algum destaque na
sala de aula, na roda de amigos, virou popular no
colégio. Aos 17 anos, não queria escolher profissão nenhuma, para ele, o colégio duraria só mais três anos.
[3]
Pois sua vida estava muito boa, tinha uma turma ótima. Na
faculdade fez
Psicologia
por grande influência do seu pai. Seu pai vibrou muito por ele ter
escolhido a profissão dele, mas fez psicologia muito dividido. Foi um
péssimo aluno, os
professores
jogavam na sua cara o fato de seu pai ter sido um ótimo aluno e ter se
transformado em um ótimo profissional. Aquilo mexia muito com ele. Na
faculdade, nunca teve turma, sua sala era formada 80% por mulheres. Na
segunda-feira
ele chegava louco para comentar os resultados do futebol e não
conseguia encontrar pessoas com quem conversar sobre os mesmos
interesses. A faculdade foi um peso na sua vida. Não chegou a trabalhar
com a Psicologia, mas fez alguns estágios. Na faculdade, já tinha
banda
e assim se aliviava um pouco. Se formou e poderia ter montado
consultório. Só que chegou uma hora em que seu pai viu que a coisa não
estava boa e que vivia muito angustiado. Se lembra uma vez em que ele o
chamou para conversar e disse:
| “ |
“Se
eu fosse você, trataria de pensar essa relação com a música. Eu estou
vendo que você corre o risco de nunca resolver essa divisão. E se você
chegar desse jeito aos 40 anos não vai se perdoar nunca. E nem eu vou me
perdoar”. |
” |
No dia 13 de setembro de 2001 recebeu a Medalha de Honra da
Universidade Federal de Minas Gerais em cerimônia presidida pelo
reitor Francisco César de Sá Barreto
[4].
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